Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2020
SAÚDE

Gordura trans deverá ser extinta até 2023

Presente em alimentos como sorvetes e biscoitos, a fórmula é aumenta as chances de AVC e infarto

Publicada em 18/12/19 às 07:58h - 202 visualizações

por Selviria - O seu portal de noticias.


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Por Wesley Oliveira  (Foto: Bruno Rocha/Fotoarena/Folhapress)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, uma resolução que determina a eliminação da gordura trans nos alimentos industrializados no Brasil. As empresas terão que reduzir a utilização até julho de 2021, e não poderão mais usá-la definitivamente a partir de 2023.

A gordura trans, também conhecida como gordura vegetal hidrogenada, é usada para melhorar o aspecto e também aumentar o prazo de validade de alimentos industrializados. A lista dos alimentos que contêm a substância é grande, vai desde os sorvetes, pipoca de micro-ondas, biscoitos, margarinas e congelados, por exemplo. 

Com a medida, o Brasil se torna o 50º país no mundo a adotar restrições contra os ácidos graxos trans industriais (AGTI), aliando-se a um objetivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é eliminar a substância produzida industrialmente em três anos. Para a OMS, a eliminação global desse ingrediente pode evitar 500 mil mortes por ano. A gordura trans eleva o colesterol ruim, reduz o colesterol bom e aumenta o risco de infarto e AVC.

"Temos evidências convincentes de que o consumo de ácidos graxos trans acima de 1% do valor total da dieta afeta fatores que desencadeiam as doenças cardiovasculares. Então, há uma relação muito clara com o aumento das doenças coronarianas, o risco de desenvolvimento dessas doenças e até a morte por causa dessas doenças", explica Thalita Lima, gerente de alimentos da Anvisa.

No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte e de internação hospitalar. Em 2015, foram 424.058 óbitos causado por enfarte agudo do miocárdio, hipertensão, arritmias e outras complicações cardiovasculares, 31% do total.

Até a decisão da Anvisa, no Brasil não havia nenhum tipo de proibição da quantidade de gordura trans nos alimentos industrializados e óleos vegetais. Assim, é possível encontrar produtos nas prateleiras dos supermercados que têm muito mais do que os 2% de limite de gordura trans que deve ser estabelecido.

As diretrizes da OMS determinam que a substância deve representar, no máximo, 1% do valor energético de uma dieta. No entanto, estudos recentes têm apontado que a média de consumo entre os brasileiros está entre 1,4% e 1,8%. Segundo a Anvisa, os mais pobres são as mais vulneráveis.

"O brasileiro consume muita gordura trans, apesar das diversas ações de informação aos consumidores. É um ingrediente que ajuda a reduzir o preço dos alimentos e populações de baixa renda acabam consumindo bastante esses produtos", diz Thalita.




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