Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2020
BRASIL

Obra da nova estação brasileira na Antártica resultou até em ‘transplante’

Projeto do heliponto foi previsto em local onde havia um ninho de pássaro, que também precisou ser removido do local

Publicada em 16/01/20 às 09:14h - 251 visualizações

por Selviria - O seu portal de noticias.


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Por Redação  (Foto: Divulgação)

As obras da nova estrutura da estação brasileira na Antártica, a Comandante Ferraz, resultaram em um verdadeiro trabalho cirúrgico para um grupo de cientistas que atua na região. Para que não houvesse nenhum tipo de dano ambiental, até mesmo um transplante de musgos precisou ser realizado no local.

Todos os trabalhos foram acompanhados de perto por técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama).

Ao todo, a área transplantada alcançou quase 800 metros quadrados e foi feita em pequenas partes, colocadas lado a lado pelos pesquisadores. De acordo com o analista ambiental e fiscal da obra, Luiz Ernesto Trein, essa é a maior área transplantada de um organismo vivo registrada em toda a região da Antártica.

"Todo o campo de musgo que existia na área de pouso do helicóptero foi transplantado com o objetivo de minimizar ao máximo os impactos ambientas da construção, de acordo com os compromissos que o Brasil assumiu no Tratado Antártico", afirmou o analista.

Além dos musgos, outra espécie de ‘dor de cabeça’ que as equipes que atuaram na obra da nova estrutura da estação tiveram foi com um casal de skua, uma ave típica da região, que é parecida com uma grande pomba. O projeto da obra, desenvolvido por uma empresa brasileira e executado por uma chinesa, previu a construção do heliponto bem nas proximidades de onde as aves construíam o ninho.

Apesar da obra, os animais não desistiram e, agora, são os humanos que precisam desviar quando elas estão próximo aos filhotes. Até placas de sinalização (em português e chinês) foram instaladas nas proximidades avisando que, por ali, é preciso ter cuidado que a skua é que domina o território.

Quem se aproxima do local recebe como recepção um voo rasante da ave mãe, que faz de tudo para proteger seu filhote.

Energias renováveis
Considerada uma base sustentável, a nova estrutura da Estação Comandante Ferraz faz uso de energia eólica e solar na tentativa de reduzir o máximo possível o uso de diesel na geração de energia.

De acordo com os especialistas, cerca de 20% de toda a energia usada no local é proveniente de energias renováveis.

"As caldeiras também têm filtros mais modernos para a filtragem de gases que tenta ameniza ao máximo os impactos ambientais e ajuda a gerar a energia da estação’, afirma o analista.

Ao todo, oito geradores fornecessem a energia necessária para a manutenção dos trabalhos, quatro a mais do que havia na antiga estação, que teve a maior parte de sua estrutura destruída em um incêndio, em 2012.

"Aqui temos capacidade de sustentar uma mini-cidade de 2 mil habitantes, mas essa é uma cidade inteligente", afirma Geraldo Gondin Juaçaba Filho, gerente de fiscalização da obra.




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